ECONOMIA – Escândalos de corrupção fazem surgir novas leis

Publicado em: 29 de setembro de 2018 | Categoria: Sem categoria

Os recentes escândalos de corrupção e o surgimento de novas leis estão provocando um aumento no número de empresas que buscam implementar mecanismos de integridade e compliance no Brasil. Embora não tenham relação direta com a Lava a Jato, as novas leis e o contexto atual do país estão aumentando a preocupação de empresários em combater ilicitudes e más práticas no dia a dia de seus negócios.

“A maioria das empresas brasileiras nunca havia se preocupado com este assunto e agora estão sendo forçadas pelas leis a fazerem o que é certo. Implementar um mecanismo de integridade efetivo, além de atender as legislações, traz uma série de benefícios como a retenção de talentos, redução de custos e riscos e promoção da marca”, comenta Wagner Giovanini, especialista em Compliance, da Compliance Total.

O especialista reforça a importância das empresas prestarem atenção não somente na Lei Anticorrupção, mas em todas as iniciativas que estão surgindo em todo país. “Muitas destas legislações impõem prazo para a comprovação da existência do mecanismo de integridade e a empresa pode levar algum tempo até implementá-lo de forma efetiva”, comenta Giovanini.

Para tornar o mercado corporativo mais ético, a legislação brasileira também precisou avançar e diversas leis começaram a sair do papel. Conhecida como Lei Anticorrupção, a Lei 12.846 foi a primeira a ser sancionada pelo planalto em 2013, sendo um marco para o país no combate a corrupção, pois passou a responsabilizar as empresas e seus administradores por qualquer ato de corrupção envolvendo a iniciativa privada e agentes públicos.

A Lei da Empresa Limpa serviu como base para as recentes Lei nº 7.753/17 do Rio de Janeiro e a Lei nº 6.112/18 do Distrito Federal, que exigem das empresas a presença de Mecanismo de Integridade e Compliance para participação em licitações do governo estadual. Entre as sanções previstas nas leis, destacam-se: multas de até 20% do faturamento bruto da empresa; proibição do uso de financiamentos de bancos públicos (ex.: BNDES, Banco do Brasil); perda de bens e ativos; proibição de participação em licitações e até mesmo a dissolução da empresa. Além do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, diversos outros estados e municípios já possuem leis ou projetos similares.

Notícias Empresariais

Contratar sem currículo e entrevista? Entenda quando o open hiring pode funcionar

13/10/2026

Uma contratação pode começar sem análise de currículo ou entrevista? No modelo conhecido como open hiring, sim. Em sua forma original, a empresa oferece vagas de entrada a pessoas inscritas em uma lista, respeitando...

leia na integra

Empresas apontam líderes como principal desafio para aplicar regras da NR-1

13/10/2026

A capacitação de lideranças foi a dificuldade mais citada pelos participantes de um levantamento da consultoria EXEC sobre a aplicação das regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos fatores de...

leia na integra

Holdings patrimoniais entram no radar com mudanças tributárias

13/10/2026

As mudanças previstas na tributação de dividendos, no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e sobre o consumo estão levando empresários e famílias a reavaliar o uso de...

leia na integra

MEI com dívida: quais opções de negociação estão abertas até janeiro de 2027?

13/10/2026

Microempreendedores individuais (MEIs) com dívidas têm novas alternativas para regularizar os débitos junto ao governo federal. As opções variam conforme o valor da dívida, o órgão...

leia na integra

Por que tantos projetos de IA agêntica podem ser abandonados até 2027?

13/10/2026

Mais de quatro em cada dez projetos de inteligência artificial agêntica poderão ser cancelados até o fim de 2027, segundo uma previsão divulgada pela Gartner em 25 de junho de 2025. A consultoria aponta três...

leia na integra

Obrigado pela visita!

Copyright (c) 2026 - Todos os Direitos Reservados